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Ajuda, Opinião

Cracolândia


A maioria das pessoas que moram em São Paulo a conhecem.

Região localizada nas imediações das avenidas Duque de Caxias, Ipiranga, Rio Branco, Cásper Líbero e a rua Mauá.

Lugar de abandono e de mazelas.

Dada a terrível situação em que o local e seus ocupantes se encontram, as autoridades resolveram fazer algo a respeito.

Mas ao invés de prepararem uma ação coordenada entre as forças da lei, de saúde, sociais e políticas o que tivemos foi mais um show de despreparo.

Policiais removendo os viciados de um ponto a outro da região, o que não ajuda em nada.

Os que se dispunham a ter atendimento, eram encaminhados a centros de internação, mas voltavam a rua porque não haviam vagas disponíveis!!!!

É muita incompetência. Não?

E a nossa sociedade?

Ela se manifestou.

Muitos pediram morte a todos os viciados (ah, o sentimento de anonimidade da Internet…), outros pediram a Internação forçada (mas onde?), outros criticaram o Estado, e outros sugeriram ideias para combater este problema.

Aos nazistas que pediram a morte ou detenção definitiva de todos os viciados…O que dizer a eles?

Difícil colocar uma gota a mais em um copo que está cheio. Melhor deixá-los com sua insensatez por enquanto.

Com relação aos demais…

Precisamos entender o conceito de sociedade e cidadania.

Se outros tem problemas, não podemos individualizar a questão “é problema dele e não meu”. O problema de alguns, precisa ser o problema de todos.

Se queremos ser um país evoluído, precisamos evoluir como cidadãos também.

Via de regra quem reclama dos custos, de “pagar” o tratamento do viciado em crack, escolhe o objeto da sua indignação. Muitos não tem a mesma indignação com fumantes, alcoólatras ou quiça praticantes de Le’Parkour que vez por outra se esborracham por aí.

Neste caso não tem “responsabilidade” do agente. Os custos do atendimento, financeiros e humanos são socialmente divididos sem nenhum problema e nenhuma reclamação

Nestes caso, somos capazes de “vestir a pele” do outro, ou nossa mesmo. Assim, defendemos o socorro e os gastos se tornam legítimos. Mas um usuário de crack? Não é justo a sociedade arcar com esta escolha.

Precisamos entender que cada um tem seu caminho e que muitas vezes por razões que não convém abordarmos aqui, estes caminhos se desvirtuam. Isto pode acontecer com qualquer um de nós.

Mas é claro, que não podemos simplesmente aceitar qualquer ação.

Nós temos sim o direito e o dever de exigir que estas ações sejam efetivas. Que sejam coordenadas entre as diversas esferas (saúde, educação, polícia, política, social) para que possamos ver resultados.

São nossos impostos investidos ali. É claro que queremos retorno.

Sem hipocrisia ou demagogia.

Quero ver estas pessoas tratadas, auxiliadas e se possível curadas para que possam retornar a sociedade.

E a solução para a questão dos custos (para os que reclamam), ao meu ver é simples.

Tanto o motorista de um carro que bateu por que estava em alta velocidade, quanto o viciado em crack, fumante, alcoólatra, praticante de esportes radicais, etc deveriam depois ressarcir a sociedade pelos danos causados. De alguma maneira.

Seria muito mais justo.

Bom dia

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About Alexandre Cezar

A 39 years old Brazilian guy, married and happy. Looking to share ideas, discuss and improve them for who knows make this world a better one.

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