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Opinião

Deixem o Bolsonaro falar


Que as barbaridades ditas pelo deputado Bolsonaro no programa CQC são apenas mais uma na sua longa lista de atrocidades, é fato.

Que ele demonstra ser preconceituoso e um homem atrasado, também é fato.

 

Até entendo que ele não fez referências aos negros, quando da sua desastrada resposta a cantora Preta Gil. Acho que ele se referia a homossexuais (não que isto melhore alguma coisa), mas realmente acho que ele não pretendia ofender aos negros. Por que sua resposta não fez sentido neste contexto, e por que o cara é autêntico (isto temos que reconhecer).

 

E é este ponto que quero discutir.

 

Que o Brasil é um país racista, não tenho dúvidas. Embora muitos queiram esconder este racismo sob uma tonelada de argumentos como “somos um país multi-racial, com muitas crenças diferentes, e todos vivem em harmonia e blá, blá, blá”.

O que este comportamento de “fingir que não temos racismo promove” é o mascaramento do problema, o tal do “jogar pra baixo do tapete” e comportamentos como o do Sr. Bolsonaro ajudam a desmascarar esta farsa.

 

Nos jogam na cara aquilo que queremos esquecer.

E nos forçam a encarar os problemas.

 

Vi diversos posts na Internet onde pessoas diziam “Não sou racista, mas não gostaria de ver meu filho casado com uma negra”, ou “não odeio homossexuais, mas não quero um deles na minha casa”.

 

Isto está acontecendo agora. E na minha opinião, isto é sim preconceito. E devemos enfrentá-lo.

 

Mas, não podemos colocar uma mordaça nestas pessoas com ameaças de prisão apenas por expressarem suas opiniões (por mais erradas que sejam).

É necessário o diálogo, para mostrarmos o quanto eles estão errados. Para discutirmos o problema.

Processar ou fazer escárnio de quem tem opinião preconceituosa, apenas vai fazer com que outros que pensam igual se calem. E que tornem sua opinião pública apenas para seus filhos e pessoas do círculo mais próximo. Ou seja, iremos perpetuar o problema.

 

Precisamos que eles falem, que façam como o Sr. Bolsonaro e que tornem sua opinião pública. Para que possamos encarar o problema de frente. E ter a chance de resolvê-lo.

 

E precisamos parar de sermos dodói e querer processar todo mundo que tem uma postura ofensiva.

 

Acho que existem limites. “Uma coisa é a pessoa dizer “não gosto de você porque você é “branco, negro, amarelo, chinês, paulista, homossexual, judeu, etc”. É uma opinião horrível e preconceituosa, mas é a opinião dele. Não há ameaça aqui.

 

Outra coisa é a pessoa dizer. “aqui você não entra por que você é “branco, negro, amarelo, chinês, paulista, homossexual, judeu, etc”

ou dizerSeu “branco, negro, amarelo, chinês, paulista, homossexual, judeu, etc” de *****. Estes dois exemplos, eu entendo como racismo, por que são ofensivos e atestam contra a integridade e dignidade do cidadão, e isto sim, deve ser punido no rigor da lei.

 

Então, deixem os Bolsonaro da vida falar. E mais que isto. Os escutem.

Promovam o debate com eles. Com respeito e argumentos sólidos que venham encerrar, quem sabe um dia este preconceito idiota que assola o país.

 

Bom dia

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About Alexandre Cezar

A 39 years old Brazilian guy, married and happy. Looking to share ideas, discuss and improve them for who knows make this world a better one.

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